O indicado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, retomou sua agenda no Senado federal nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026. Durante a tarde, ele se reuniu com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que é o relator da sua indicação.
O parecer de Weverton foi lido mais cedo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após o encontro, o senador destacou a competência de Messias para o cargo, mas afirmou que a estimativa de votos para a aprovação ainda é incerta.
““Isso nós estamos falando não é só da vaga do Supremo, nós estamos falando de um ser humano, de uma pessoa do bem, de bem, um bom advogado, com todas as condições que a lei exige para assumir essa cadeira”,”
disse Weverton.
O senador acredita que membros da oposição devem apoiar Messias, mas não arriscou um palpite numérico sobre os votos.
““Muitos têm apoio das bases a perder, não estão falando sobre isso publicamente. Mas certamente haverá apoio”,”
afirmou.
Weverton também comentou que a falta de posicionamento público dos parlamentares torna imprevisível o apoio da oposição, mas aposta que o candidato deve conseguir a maioria simples na Casa.
““Não sei, realmente eu não sei, mas que os necessários, que é a maioria simples, ou seja, mais de 41, eu apostaria certamente que ele tem”,”
disse o relator.
Ele informou que a proposta é que a votação em plenário ocorra no mesmo dia da sabatina na CCJ. Questões sobre aborto e os eventos de 8 de janeiro de 2023 serão abordadas na sabatina.
““Eu acredito que vão falar daquele vídeo do 8 de janeiro, aonde ele pede a prisão de quem participou daquele movimento, eu acredito que vão tratar sobre isso. Sobre o aborto também, e claro que vão tentar, de toda forma, criar um desconforto pra poder deixar um pouco mais dura a discussão no dia da sabatina”,”
apostou Weverton.
Nesta quarta-feira, Jorge Messias se reuniu com seis senadores: Leila Barros (PDT-DF), Romário Faria (PL-RJ), Weverton Rocha (PDT-MA), Carlos Portinho (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
Na última terça-feira, 14 de abril, o PL decidiu fechar questão contra a indicação de Messias. A posição foi formalizada em um documento interno da sigla, que orienta a bancada a votar contra a votação marcada para o próximo dia 29.

