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Segurança

Jovem é presa no Maranhão por incitar ataque a escola em São Paulo

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de abril de 2026 13:07
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Uma mulher de 22 anos foi presa em São Luís, no Maranhão, no último domingo, 12, por suspeita de incitar um ataque contra uma escola municipal em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. As investigações indicam que a jovem teria motivado o agressor, de 18 anos, a planejar e executar o atentado.

De acordo com a polícia, a suspeita mantinha contato com o autor do ataque por meio de conversas no Instagram e em grupos do Discord. Nas mensagens, a dupla compartilhava conteúdos de apologia à violência e ao racismo, e a jovem teria incentivado o rapaz a cometer o crime.

O inquérito que levou à prisão da mulher teve início no Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em cooperação com uma agência de investigações do Departamento de Segurança Nacional (DHS) dos Estados Unidos. A Polícia Civil afirma que a suspeita, além de motivar o atentado em Suzano, manifestou a intenção de realizar ataques semelhantes no Maranhão.

As investigações também revelaram que a jovem compartilhava discurso de ódio nas interações pelas redes sociais, trocando mensagens de cunho racista com o agressor de Suzano e outros usuários. Em uma das conversas, a mulher expressou o desejo de matar uma criança negra, da qual seria cuidadora.

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Até a atualização desta reportagem, a suspeita seguia presa em São Luís, em cumprimento à ordem de prisão temporária de trinta dias.

O ataque em Suzano ocorreu na tarde da última terça-feira, 7, na Escola Municipal Professora Ignez de Castro Almeida Mayer. Por volta das 13h27, um ex-aluno de 18 anos pulou o muro do colégio, portando um facão, e tentou invadir uma sala de aula, sendo impedido por uma professora.

Durante a confusão, o agressor desferiu golpes contra a docente, que sofreu cortes nas mãos e foi encaminhada ao hospital. Ele também cortou a própria perna, possivelmente para forçar sua condução ao pronto-socorro. Um docente acionou o botão do pânico, enquanto outros funcionários seguravam o autor do ataque. A Polícia Militar chegou ao local cerca de quatro minutos após o início da ocorrência, e o jovem afirmou que tinha a intenção de ferir o maior número possível de crianças.

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