Uma jovem de 28 anos foi torturada e tatuada à força pelo namorado em Itapetininga, São Paulo. A violência foi descoberta na quarta-feira, 22 de abril de 2026, quando a vítima conseguiu fugir da casa onde era mantida em cárcere.
O advogado da jovem, José Ricardo Baracho Navas, relatou que a mulher e o companheiro, Guilherme Henrique Amaral Andriolo, mantinham um relacionamento há 11 anos, mas ficaram separados por um ano e meio. Durante esse período, a vítima conheceu outra pessoa, o que gerou ciúmes no namorado.
Guilherme foi preso pela Polícia Civil na mesma data em que a jovem conseguiu escapar. Um vídeo mostra o momento em que os policiais entraram na casa do suspeito e o encontraram deitado em um quarto.
““Ele a ameaçava, dizendo que ia matá-la. Ela já tinha registrado um boletim de ocorrência contra o Guilherme e pedido uma medida protetiva, que foi revogada por eles terem reatado”, afirmou o advogado.”
As agressões começaram enquanto a jovem dormia. Ela foi internada novamente em uma unidade de saúde com problemas respiratórios, desfigurada e com hematomas. O advogado detalhou que a jovem levou três socos no nariz e teve um piercing arrancado com um alicate.
Além das agressões físicas, a tortura incluiu a realização de tatuagens sem significado no corpo da vítima, que foram feitas com seringas e agulhas. O advogado destacou que as tatuagens eram uma demonstração do ciúme doentio do suspeito.
“Ele amarrou ela e começou uma tortura terrível, que durou horas. Ele mesmo disse a ela que tinha premeditado tudo isso há muito tempo”, contou José Ricardo.
A vítima também sofreu tortura psicológica, sendo forçada a observar Guilherme comer enquanto estava amarrada. Após conseguir se soltar, ela foi levada à delegacia pelo irmão, que a encontrou com sinais de violência.
O delegado responsável pelo caso, Franco Augusto Costa Ferreira, informou que a perícia técnica encontrou objetos utilizados nas agressões, incluindo estimulantes sexuais e uma cama ensanguentada.
““Ele introduziu um objeto metálico parecido com um gancho no ânus dela. No Instituto Médico Legal (IML), houve a constatação de anemia e das lesões”, explicou o delegado.”
O suspeito passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, sendo transferido para a Penitenciária II em Sorocaba.

