Juliano Cazarré anunciou a realização de um evento chamado ‘O Farol e a Forja’, que se apresenta como o ‘maior encontro de homens do Brasil’. A iniciativa visa discutir valores, espiritualidade e identidade masculina.
No entanto, a proposta é criticada por conter elementos de machismo. Cazarré parte da ideia de um suposto ‘vazio’ do homem contemporâneo, que é tratado como fragilizado e com uma abordagem conservadora e religiosa.
Esse discurso de ‘reconstrução’ da masculinidade surge em um momento crítico, com o Brasil registrando um recorde histórico de feminicídio. Segundo o Fórum de Segurança Pública, 1.568 mulheres foram assassinadas em 2025 devido à sua condição de gênero.
Iniciativas que reforçam modelos tradicionais de masculinidade podem ignorar ou agravar o debate sobre a violência contra as mulheres. O ator reconheceu a delicadeza do tema e antecipou reações negativas ao divulgar o projeto, afirmando que sabia que ‘iria apanhar’ com a proposta.
Apesar das críticas e do cenário alarmante, Cazarré decidiu manter o evento programado para julho, indicando que prefere continuar com sua proposta ao invés de abrir um diálogo.

