A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de interdição do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, feito por seus filhos. A decisão foi tomada em razão do estado de saúde do ex-presidente, que aos 94 anos sofre de Mal de Alzheimer em estágio relativamente avançado.
Com a interdição, os filhos de FHC assumirão a responsabilidade pela administração de seus bens e responderão civilmente por ele. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Fundação FHC, localizada na capital paulista.
Nem a fundação nem os filhos de FHC se pronunciaram sobre o assunto, que é considerado de foro íntimo da família. O ex-presidente não concede entrevistas há anos. Em agosto do ano passado, sua obra completa, incluindo todos os livros e publicações, foi disponibilizada gratuitamente em acervos de bibliotecas digitais em todo o Brasil.
O processo de interdição está em segredo de Justiça em uma das varas da capital paulista. Em casos de doenças crônicas com sequelas irreversíveis, como o Alzheimer, a interdição geralmente é concedida.
Além de administrar o patrimônio, a interdição permite que o filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso, realize atos cotidianos da vida civil em nome do pai, facilitando a resolução de questões práticas e burocráticas.

