O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com centrais sindicais nesta quarta-feira (15) no Palácio do Planalto. Durante o encontro, Lula criticou a “pejotização” do mercado de trabalho, referindo-se aos profissionais registrados como pessoa jurídica (PJ), e sugeriu uma articulação com o STF sobre o tema.
“As centrais sindicais têm que marcar uma reunião com o ministro Gilmar [Mendes], da Suprema Corte, para dizer para ele que a pejotização não ajuda. Não apenas o trabalhador, mas não ajuda o país, não ajuda o fundo de garantia, não ajuda a previdência social, não ajuda a política de habitação e saneamento… Então, a quem interessa a pejotização?”, afirmou Lula.
No discurso, o presidente também fez uma referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao mencionar “a coisa que veio depois do Temer”. Ele criticou a extinção do ministério do Trabalho e da Previdência Social em 2019 e a promulgação da Reforma da Previdência, que retirou direitos dos trabalhadores. “Na prática, acabou com aposentadoria por tempo de contribuição”, disse.
Durante a reunião, Lula assinou um projeto de lei de negociações coletivas no serviço público. Ele recebeu as reivindicações da classe trabalhadora usando um boné vermelho com os dizeres “Pelo fim da escala 6×1”. As propostas foram definidas pela plenária da Conclat, que aprovou 68 itens prioritários para o período de 2026 a 2030, incluindo a redução da jornada de trabalho sem corte de salários.
A reunião ocorreu um dia após o governo encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei com medida de urgência que prevê o fim da escala 6×1. A mensagem da Presidência foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite de terça-feira (14).

