O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos pré-candidatos à Presidência, intensificaram suas disputas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas últimas semanas.
Um levantamento mostra que a pré-campanha de Lula ingressou com ao menos nove ações contra Flávio Bolsonaro, enquanto a equipe jurídica do senador moveu ao menos oito ações contra o presidente em 2026. O número de ações tem crescido rapidamente.
Se consideradas as representações movidas pelas pré-campanhas contra outras figuras políticas ou partidos, Lula e Flávio já somam 50 processos na corte.
A equipe de advogados do presidente é liderada por Angelo Ferraro, sócio do escritório Ferraro, Rocha e Novaes, enquanto a equipe do senador tem à frente a ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri.
A maior parte das representações dos pré-candidatos reclama de propaganda antecipada ou propaganda negativa, solicitando a retirada de conteúdos de redes sociais e direitos de resposta.
Recentemente, a pré-campanha de Lula pediu direito de resposta e a remoção de uma publicação de Flávio Bolsonaro, que supostamente gera “desordem informacional e manipulação de premissas para incitar uma conclusão mentirosa”. No vídeo, Lula afirma: “se você quer ser presidente para ficar rico, não venha, a não ser se você se proponha a roubar”.
A representação de Lula argumenta que a fala original do presidente está em um contexto inverso, defendendo que o desempenho de função pública não visa o enriquecimento pessoal.
Por sua vez, a pré-campanha de Flávio solicitou a remoção de conteúdo publicado pelo PT, alegando propaganda antecipada negativa. O vídeo em questão associa o senador ao caso do Banco Master e teria sido impulsionado 14 vezes nas redes sociais.
A representação de Flávio argumenta que o impulsionamento de conteúdo negativo é vedado por resoluções do TSE e que o intuito da publicação é desabonar sua imagem junto ao eleitorado.

