Moradores da zona rural de Mâncio Lima, interior do Acre, enfrentam inundações e enxurradas desde quarta-feira (22) devido às fortes chuvas que atingem a região. Até quinta-feira (23), a Defesa Civil Municipal registrou cerca de 120 milímetros de chuva no município, superando a previsão de 80 milímetros para todo o mês de abril.
Na sexta-feira (24), as chuvas continuaram na região. As previsões da sala de situação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) indicavam uma média esperada de 10 a 40 milímetros por semana, totalizando entre 40 a 80 milímetros no mês.
A Defesa Civil confirmou que seis famílias estão desalojadas em comunidades da zona rural, abrigadas na casa de parentes e amigos. A área mais afetada é a zona rural, onde a prefeitura criou uma força-tarefa para atuar de forma emergencial, garantindo condições mínimas de tráfego e segurança.
No Ramal do Banho, moradores estão isolados devido à interrupção dos trabalhos de manutenção na ponte do Igarapé Preto, que foi comprometida pela forte enxurrada. O acesso ao ramal foi temporariamente isolado, e há registros de casas alagadas e prejuízos em plantações.
No Ramal do Barão, principal acesso à Terra Indígena Puyanawa, vários trechos estão alagados, dificultando o tráfego. O problema foi causado pela elevação do Igarapé Berkua-Barão, obrigando moradores a se arriscarem ao atravessar áreas inundadas.
As aulas foram suspensas temporariamente devido à interrupção do transporte escolar, visando garantir a segurança dos alunos e profissionais da educação. Outro ponto crítico é o Ramal dos Caetanos, onde o Igarapé Branco transbordou, invadindo propriedades e causando prejuízos em plantações.
Vários piscicultores enfrentaram grandes prejuízos após o transbordamento de açudes e o rompimento de pequenas barragens, afetando diretamente a produção, que é uma das principais atividades econômicas do município. Dezenas de famílias que dependem da piscicultura para garantir renda e sustento foram impactadas.

