A mansão Plas Glynllifon, construída no século XIX no norte do País de Gales, foi encontrada em estado de abandono e utilizada para o cultivo de maconha. A propriedade, que possui mais de 100 quartos e está cercada por um parque de 16 acres, já foi sede dos Barões de Newborough e recebeu um baile em 1969, ligado à investidura do então Príncipe de Gales, hoje rei Charles III.
Uma operação policial realizada na última terça-feira, 14 de abril de 2026, revelou a situação da mansão. Durante a ação, os agentes encontraram cerca de uma dúzia de cômodos convertidos em estufas improvisadas, com plantas em estágio avançado de crescimento, além de sistemas clandestinos de eletricidade e abastecimento de água. Esses indícios sugerem uma operação estruturada e em funcionamento contínuo.
Até o momento, não houve registros de prisões, e a investigação continua em andamento, com equipes no local analisando as evidências. As autoridades informaram que a ação não fazia parte de uma operação de grande escala previamente anunciada, mas se insere em iniciativas recorrentes de combate ao cultivo ilegal de cannabis na região, geralmente iniciadas por denúncias ou indícios específicos.
O porte da estrutura encontrada sugere a possível atuação de redes organizadas, uma hipótese que agora está sob investigação. A situação da mansão, que simbolizou prestígio e poder, contrasta com seu atual estado, tornando-a vulnerável a usos ilegais. Grandes estruturas, isoladas e pouco monitoradas, são alvos recorrentes de grupos envolvidos no cultivo clandestino.
Importante ressaltar que o imóvel não pertence à Coroa britânica nem ao rei Charles III; sua ligação com a monarquia é exclusivamente histórica. O episódio expõe uma transformação silenciosa de patrimônios históricos que, mesmo em um país onde as tradições da corte permanecem presentes, sofrem com a falta de manutenção.

