Marina Silva reafirma filiação à Rede e se coloca à disposição para Senado em SP

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP), anunciou na noite de sábado, 4 de abril de 2026, que permanecerá filiada ao partido Rede Sustentabilidade, que fundou em 2013. Ela se colocou à disposição para disputar a segunda vaga ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, ao lado de Simone Tebet (PSB).

No ano passado, Marina perdeu o comando da Rede para a deputada Heloísa Helena, que é opositora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa mudança interna gerou especulações sobre uma possível migração de Marina para o Partido dos Trabalhadores.

“Tomei a decisão de continuar trabalhando pela restauração dos princípios e valores da REDE, claramente expressos em seu manifesto, programa e estatuto, quando de sua fundação. Permaneço assim no partido que, com dedicação e afinco, ajudei a fundar”, afirmou Marina em nota à imprensa.

Ela também destacou a importância de intensificar sua atuação no debate público, contribuindo para a construção de alternativas que assegurem o coeficiente civilizatório do país, um desafio que considera decisivo para o Estado de São Paulo.

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““A REDE foi criada com base em princípios e valores democráticos, com o propósito de ser um espaço de pluralidade, diversidade, participação cidadã, inovação política e democracia interna. É com esse espírito que seguirei atuando, trabalhando para resgatar esses princípios e valores que lastreiam sua fundação”, disse Marina.”

Para avançar com sua candidatura ao Senado, Marina precisará negociar com outros políticos e partidos, além de obter a aprovação da Rede, mesmo sob a liderança de seus adversários internos. Ela mencionou que a obstrução dos canais de autocorreção dentro do partido levou a importantes lideranças a deixarem a sigla.

Marina também expressou seu compromisso com a construção de um campo democrático plural e diverso, ressaltando a importância de fortalecer partidos como PT, PSB, PSOL, REDE, PDT, PV e PCdoB. “Essa escolha é coerente com a visão que venho defendendo publicamente”, afirmou.

“A permanência na REDE, portanto, é uma decisão política que reafirma o compromisso pela reeleição do Presidente Lula e pela vitória importante para São Paulo de Fernando Haddad”, concluiu Marina.

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