O cantor Marlon Brendon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, foi preso nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, durante a Operação Narco Fluxo, realizada pela Polícia Federal (PF). A operação investiga uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e movimentação ilícita de mais de R$ 1,6 bilhão no Brasil e no exterior.
A ação abrange 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, sendo cumpridos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. As investigações revelam que o grupo utilizava um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos.
Os envolvidos na operação poderão ser responsabilizados por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até o momento, cerca de 200 agentes da PF e policiais militares apreenderam veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
Esta é a terceira vez que MC Poze do Rodo é detido; as outras prisões ocorreram em 2019 e 2025, por apologia ao crime e suposto envolvimento com o Comando Vermelho (CV). O artista ganhou notoriedade com o hit “Tô Voando Alto” em 2019, e outras músicas de sucesso incluem “Vida Louca”, “A Cara do Crime (Nós Incomoda)” e “Me sinto Abençoado”. Seu primeiro álbum, “O Sábio”, lançado em 2022, contou com colaborações de artistas conhecidos, como MC Cabelinho e Oruam, que também enfrentam problemas legais.
No início da semana, Poze lançou o álbum “Xeque Mate”. Em novembro de 2024, ele foi alvo da Operação Rifa Limpa, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investigava sorteios promovidos nas redes sociais. Na ocasião, itens de luxo, como carros e joias, foram apreendidos, mas posteriormente restituídos.
Recentemente, em março deste ano, o cantor foi assaltado em sua residência, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O crime ocorreu na madrugada de terça-feira, 31 de março, quando MC Poze e seus amigos foram rendidos e amarrados pelos assaltantes, que levaram R$ 15 mil em espécie, além de celulares, roupas, perfumes, relógios e joias. O prejuízo total é estimado em R$ 2 milhões.


