A emigração de milionários enfrenta novos desafios com a guerra no Irã, que impactou Dubai, um dos destinos preferidos por aqueles em busca de melhores condições fiscais. A comunidade estrangeira na cidade viu sua rotina ser abalada por ataques aéreos, levantando dúvidas sobre a segurança e a viabilidade de se mudar para os Emirados Árabes Unidos.
A Itália, que já era uma opção atrativa devido a suas vantagens fiscais e riqueza cultural, ganhou destaque. Em 2025, o país foi classificado em terceiro lugar como destino preferido por milionários, segundo a empresa Henley and Partners. A lista dos dez principais países inclui Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Itália, Suíça, Arábia Saudita, Singapura, Portugal, Grécia, Canadá e Austrália.
Por outro lado, países que perdem milionários incluem Israel, Alemanha, Espanha, França, Brasil, Rússia, Coreia do Sul, Índia, China e Reino Unido. A Itália se destaca por ter um limite de taxação de 300 mil euros por ano, independentemente da fortuna, enquanto países vizinhos, como a França, podem ter alíquotas de até 45%.
A isenção de custos cartoriais na compra do primeiro imóvel e a rica cultura italiana, que permite uma convivência mais integrada, são atrativos adicionais. Em Milão, por exemplo, a experiência social é bem diferente da vivida em Dubai, onde os expatriados muitas vezes vivem em bolhas isoladas.
Enquanto isso, a migração interna nos Estados Unidos também é notável, com muitos milionários se mudando da Califórnia para a Flórida ou Texas, em busca de impostos mais baixos. Jensen Huang, CEO da Nvidia, fez um apelo para que os bilionários permaneçam na Califórnia, apesar do alto imposto sobre riqueza.
O cenário atual leva muitos milionários a reavaliar suas opções. Aqueles que já se estabeleceram em Dubai enfrentam a incerteza, enquanto outros consideram alternativas mais seguras e fiscalmente vantajosas.


