O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou nesta segunda-feira, 6, que o diretório estadual do seu novo partido cresceu desde a sua filiação. Ele contestou relatos de que teria ocorrido uma debandada de prefeitos da legenda para outras siglas por políticos que não se identificariam com ele.
Como apontado por VEJA, sete prefeitos se desfiliaram do partido no estado. Moro declarou: “O PL-PR mais do que dobrou de tamanho na janela partidária e com a nossa chegada ao partido. Agora temos um senador (este que vos escreve), quatro deputados federais (eram dois) e doze deputados estaduais (eram cinco).”
O novo presidente estadual é o deputado Filipe Barros, um dos líderes da oposição ao presidente Lula na Câmara. Ele é também pré-candidato a senador, junto com Deltan Dallagnol, do Novo. Moro ainda mencionou que Flávio Bolsonaro é o único que pode derrotar Lula e que todos trabalharão para que ele ganhe por uma ampla margem no Paraná.
Moro afirmou: “Querem mais? Esperem para ver a força do PL-PR após as eleições. Essa é a resposta aos adversários que plantaram a fake news da ‘debandada’.” Após sua filiação ao PL, Moro, que já liderava as pesquisas de intenção de voto para o governo do Paraná, passou a aparecer com chances de vitória no primeiro turno.
Segundo levantamento do instituto AtlasIntel, ele lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno no estado. Moro convidou mais pessoas a se filiarem à legenda, destacando que só não aceitarão “petista ou bandido”.
““Venha conosco para este novo projeto de Brasil. Venha fazer parte da Fortaleza Paraná! Filie-se ao PL-PR. Só não aceitamos petista ou bandido!””
A polêmica em torno da filiação de Moro ao PL se dá pela controvérsia de sua nova aproximação ao bolsonarismo, visto que ele chegou a ser ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro, se opôs ao comando de sua gestão e deixou o governo fazendo duras críticas ao mandatário.

