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Trabalho

Motociclistas CLT recebem adicional de periculosidade a partir de hoje

Amanda Rocha
Última atualização: 3 de abril de 2026 18:27
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A partir desta sexta-feira, 3 de abril de 2026, motociclistas que trabalham com carteira assinada em todo o Brasil passam a receber um adicional de periculosidade em seus salários.

O benefício consiste em um acréscimo de 30% sobre o salário-base para profissionais que utilizam motocicleta no exercício de suas funções, como entregadores e motoboys contratados sob o regime da CLT.

Entretanto, a regra não se aplica a todos os trabalhadores que utilizam motos. Motociclistas que atuam por meio de aplicativos não têm direito ao adicional, pois não possuem vínculo formal de emprego. Além disso, aqueles que utilizam a motocicleta apenas para o trajeto entre casa e trabalho ou dentro de áreas privadas, como empresas, também estão excluídos.

O pagamento do adicional está previsto em uma portaria do Ministério do Trabalho, que considera perigosas as atividades que envolvem o uso de motocicletas em vias públicas, devido à exposição a riscos no trânsito.

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De acordo com a norma, cabe a cada empresa elaborar um laudo técnico para comprovar a condição de periculosidade do funcionário. Esse documento deve ser elaborado por um médico do trabalho ou engenheiro de segurança, que avaliará se o trabalhador tem direito ao adicional.

Dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) evidenciam os riscos enfrentados por esses profissionais. Em 2025, a cidade de São Paulo registrou 1.032 mortes no trânsito, sendo 472 em acidentes envolvendo motocicletas. O número é semelhante ao de 2024, quando houve 476 mortes desse tipo.

A medida é considerada um reconhecimento aos trabalhadores que enfrentam diariamente o trânsito e estão mais expostos a acidentes.

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