O primeiro dia da NN Logística 2026, a maior feira fluvial da América Latina, ocorreu nesta quarta-feira (22) no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. O evento atraiu mais de 7 mil visitantes e contou com a participação de 100 expositores e cerca de 400 marcas, consolidando a cidade como um importante polo logístico do Brasil.
O movimento intenso surpreendeu a organização. David Semeguini, idealizador da feira, afirmou que o público chegou antes do esperado. Ele destacou a diversidade de empresas presentes: “Temos cem expositores e mais de quatrocentas marcas, com participação nacional e internacional. É um evento muito abrangente, que reúne desde empresas de tintas, estaleiros e motores até logística e navegação. Todo o ecossistema da logística fluvial está aqui”.
A feira também evidenciou a Amazônia como peça central no futuro do transporte sustentável e competitivo do país. Constantino Lannes, CEO da Sennebogen, comentou sobre a movimentação: “Estamos muito satisfeitos. No ano passado já fechamos e alinhavamos negócios, e este ano o movimento está ainda melhor. Desde o primeiro dia vemos forte presença de empresários e da indústria, com interesse direto nos nossos produtos, especialmente na movimentação de cereais no Norte”.
Daniel Andrade, gerente de segmento fluvial da Sotreq, ressaltou a evolução do mercado: “O Arco Norte segue em expansão, e acompanhamos isso com presença em Manaus, Belém, Porto Velho e Itaituba. Também apresentamos soluções como o monitoramento de equipamentos, que melhora a gestão e agrega valor às operações”.
Cássio Lopes Guimarães, Gerente-Operação de Navios Cabotagem da Transpetro, destacou a importância da logística fluvial para o abastecimento da região: “Temos uma responsabilidade estratégica no transporte de combustíveis. Hoje, contamos com uma estrutura robusta, incluindo navios que operam na Amazônia, fundamentais para o abastecimento local”.
O Contra-Almirante Sérgio Tadeu, Chefe do Estado Maior do Comando do 9º Distrito Naval, enfatizou o papel da Marinha do Brasil: “Mais do que um encontro logístico, este é um espaço para construção de soluções. A Marinha não atua apenas como reguladora, mas como parceira no desenvolvimento regional”.
Marcello Di Gregorio, do Super Terminais, destacou a resiliência da região: “O Norte é resiliente. Essa é a palavra que define o Amazonas. É uma região que se reinventa e cresce, mesmo diante dos desafios”.
Dentro da programação, o fórum “Diálogos Hidroviáveis” se consolida como um espaço de debate técnico e institucional, abordando temas como políticas públicas e sustentabilidade. O segundo dia de evento contará com painéis estratégicos sobre desenvolvimento da política pública da navegação interior e crise climática.


