Uma nuvem funil chamou a atenção de moradores na zona rural de Itaberaí na tarde de sexta-feira, 17 de abril de 2026. O fenômeno foi registrado em vídeo e gerou dúvidas nas redes sociais por sua semelhança com um tornado.
De acordo com o gerente do Cimehgo, André Amorim, a nuvem funil é um fenômeno atmosférico associado a nuvens de grande desenvolvimento vertical, como as de tempestade. Ele explicou: “É como se fosse um redemoinho que a gente vê no chão, mas pendurado na nuvem.”
Esse tipo de formação ocorre quando há uma combinação de calor intenso, umidade e variações rápidas de pressão atmosférica, que provocam o movimento giratório na base da nuvem. Apesar da semelhança, a principal diferença entre a nuvem funil e um tornado está no contato com o solo. “O tornado começa como uma nuvem funil. Só passa a ser considerado tornado quando toca o chão”, afirmou o meteorologista.
André Amorim também destacou que, no Brasil e especialmente em Goiás, esse tipo de fenômeno dificilmente evolui para algo mais intenso, como ocorre em países como os Estados Unidos. A nuvem funil surge, geralmente, na base de nuvens de tempestade. Durante a formação dessas nuvens, mudanças rápidas na pressão atmosférica e nas correntes de vento fazem com que parte da nuvem comece a girar, criando o formato de funil.
“Quando há uma queda mais acentuada da pressão e a tempestade se desenvolve, pode surgir esse movimento em espiral na base da nuvem”, explicou o especialista. Apesar de impressionar, a nuvem funil, na maioria dos casos, não provoca prejuízos, pois costuma se dissipar ainda no céu, sem tocar o solo.


