O ouro encerrou a sessão de sexta-feira, 24 de abril de 2026, em leve alta, com a possibilidade de novas negociações por um fim permanente no conflito no Oriente Médio, em meio a um cessar-fogo fragilizado.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho fechou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy, embora tenha recuado 2,84% na semana. A prata para maio também teve um avanço de 1,20%, fechando a US$ 76,41, mas caiu 6,63% na semana.
O metal dourado chegou a recuar pela manhã, ficando levemente abaixo do patamar de US$ 4.700, após relatos de que o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz e renovadas ameaças dos Estados Unidos, o que reforçou o sentimento de fragilidade na trégua. No entanto, o ouro recuperou o fôlego e voltou a subir.
De acordo com o Swissquote, as tensões permanecem “elevadas” e o cessar-fogo “fragilizado”. Aliviando o sentimento, a Casa Branca confirmou, na tarde de sexta-feira, a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã, afirmando que a operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também confirmou uma extensão de três semanas no cessar-fogo entre Israel e Líbano. Contudo, as preocupações inflacionárias continuam a limitar a alta do ouro, à medida que os bancos centrais avaliam o impacto dos preços de energia e ajustam a política monetária.
O banco ING destacou que muitos bancos centrais devem “reagir a esse choque inflacionário”, levando em conta o prolongamento do conflito e as consequências no tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz.
O mercado também acompanhou o fim das investigações contra o atual presidente do Fed (Federal Reserve), Jerome Powell, que era um obstáculo para a nomeação de Kevin Warsh como novo presidente do órgão.

