Ovo de Páscoa com menos de 25% de cacau não é chocolate de verdade; entenda

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os ovos de Páscoa, consumidos durante a data especial, podem impactar a saúde do consumidor devido ao teor de cacau. Segundo a nutricionista Simone Spadaro, quanto menor a quantidade de cacau, pior a qualidade nutricional do chocolate.

Em março, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece regras para a composição e rotulagem de produtos derivados de cacau, como chocolates e cacau em pó. A proposta cria a categoria “chocolate doce”, que deve conter no mínimo 25% de sólidos totais de cacau, sendo 18% de manteiga de cacau e 12% de sólidos isentos de gordura.

A adição de açúcar e gordura pelas fabricantes, para compensar o baixo teor de cacau, torna esses produtos mais calóricos e menos nutritivos. Chocolates com maior teor de cacau (≥ 50% a 70%) geralmente possuem menor quantidade de açúcar e maior poder de saciedade.

““Importante destacar: mesmo com maior teor de cacau, o chocolate não deixa de ser um alimento calórico e deve ser consumido com moderação”, disse Simone Spadaro.”

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Spadaro alerta que algumas informações sobre a composição do chocolate podem não estar claramente apresentadas no rótulo, o que exige atenção do consumidor na hora de escolher o produto. O percentual real de cacau, o tipo de gordura utilizada e a quantidade exata dos ingredientes podem não ser informados de forma evidente.

““A rotulagem pouco clara pode levar a escolhas inadequadas como a falsa percepção de saúde com termos como ‘premium’, ‘artesanal’ ou ‘intenso’, que não garantem qualidade nutricional”, complementou Spadaro.”

A nutricionista deu dicas para analisar a embalagem e escolher um ovo de Páscoa mais saudável: lista de ingredientes curta, cacau como primeiro ingrediente, teor de cacau ≥ 50%, evitar gordura vegetal e atenção aos recheios, que geralmente contêm mais açúcar e gorduras.

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