O padrasto Ronaldo Alves de Oliveira, de 46 anos, é suspeito de envenenar a enteada Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, em Alto Horizonte, Goiás. A menina morreu no dia 28 de março, horas após um jantar em família.
Nábia Rosa Pimenta, mãe da menina, relatou que Ronaldo enviou a ela um vídeo com ameaças. No vídeo, ele aparece emocionado e menciona “dar um jeito na vida dos outros”. A defesa de Ronaldo afirmou que o vídeo foi gravado há mais de três anos e que não há histórico de agressão contra as crianças.
Weslenny passou mal após a refeição, que incluía arroz, feijão e carne moída. O irmão dela, de 8 anos, também ficou doente e está internado. Nábia contou que a filha pediu para ir ao hospital, dizendo: “Mãe, eu não tô aguentando, me leva pro hospital”.
O delegado Domênico Rocha informou que Ronaldo está preso desde 1º de abril, investigado por feminicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado. A polícia não descarta o envolvimento de terceiros e analisa celulares apreendidos e laudos periciais.
Laudos atestaram que a causa da morte de Weslenny foi envenenamento por chumbinho, substância encontrada no arroz servido na refeição. A Polícia Militar foi acionada após a equipe médica desconfiar da evolução rápida do quadro da menina.
Ronaldo declarou que foi ele quem preparou a comida. A polícia apreendeu outros alimentos da geladeira e encontrou quatro gatos mortos que teriam consumido parte da comida descartada pelo padrasto.
A defesa de Ronaldo acredita em sua inocência e afirmou que ele se apresentou espontaneamente à polícia para colaborar com as investigações.

