Pais e mães de alunos da Faetec Ferreira Viana se reuniram em frente ao campus, localizado no Maracanã, na Zona Norte do Rio, para protestar contra a falta de professores e as más condições de infraestrutura da escola.
Imagens registradas pelos alunos mostram mofo no teto e nas paredes, um corrimão enferrujado e solto, bebedouros lacrados, banheiros fechados e até a presença de pombos no interior da escola. ‘Não tem limpeza. Qualquer ar condicionado, em todas as salas, estão todos pretos. Tá perigoso para a gente respirar’, disse Laura Bauer, aluna de Eletrotécnica.
A aluna expressou preocupação: ‘Como, profissional eu vou sair sem uma base muito boa’. Ela destacou que a escola possui ótimos professores, mas a estrutura é precária: ‘Nós não temos absolutamente nada.’
A unidade oferece ensino médio e técnico em tempo integral para mais de 800 alunos, mas a falta de professores gera buracos na grade curricular. ‘Cerca de 85% das turmas de primeiro e segundo ano estão impactadas pela falta de professores, isso implica não só em espaços ociosos, mas de perda de aprendizado de uma rede que é considerada uma referência’, afirmou Nayibe Zeferino, mãe de um aluno da instituição.
Na última semana, segundo relatos dos pais, as aulas chegaram a ser suspensas devido à falta de merenda. Uma mensagem que circulou em grupos de conversa indicou que a justificativa foi a falta de verba. A diretora da escola, Gabriela Farah Dias, pediu exoneração até a última quarta-feira (16).
‘A unidade Ferreira Viana passou por toda uma verificação no telhado, a sala de robótica foi toda refeita, estamos inaugurando duas salas’, disse Alexandre Valle, presidente da Faetec. ‘Nós estamos atendendo na infraestrutura.’
O Ministério Público do estado recomendou à Secretaria de Estado de Educação que regularize imediatamente o repasse de recursos do Fundeb à Faetec. A secretaria foi procurada, mas não respondeu até a exibição do jornal.

