Partidos de centro se destacam com estruturas locais, diz analista

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Partidos de centro, como PSDB e Podemos, conseguiram se manter relevantes no cenário político brasileiro, segundo o analista político Pedro Venceslau, no programa Mapa dos Partidos. Ele destacou que essas siglas enfrentaram o risco de extinção devido à cláusula de barreira, mas surpreenderam nas últimas eleições, mesmo sem grandes lideranças nacionais.

O PSDB, que enfrentava dificuldades desde a eleição de 2018, quando Geraldo Alckmin obteve apenas 5% dos votos, conseguiu eleger 11 deputados federais, superando as expectativas. Venceslau explicou que “são duas siglas que não têm grandes lideranças, ou pelo menos não tinham grandes lideranças, mas têm estruturas locais sem disputa de poder”.

Essa característica permitiu que os partidos oferecessem a líderes regionais o controle incontestável de diretórios, sem questionamentos internos. Venceslau citou exemplos concretos dessa estratégia em diferentes estados.

No Ceará, Tasso Jereissati, que comanda o PSDB local, ofereceu a sigla para Ciro Gomes disputar o governo estadual “com a garantia de que não vai haver ninguém questionando a liderança dele”. Outro exemplo foi o do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, que surpreendeu ao deixar a prefeitura com a possibilidade de disputar o governo ou o Senado, tendo liberdade para tomar suas próprias decisões políticas.

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Além disso, Venceslau mencionou a situação em Goiás, onde Marconi Perillo, ex-governador e candidato novamente ao governo estadual pelo PSDB, estabeleceu uma proximidade velada com o PT. “Para ele, interessa ter o apoio ainda aqui velado do PT e vice-versa”, analisou.

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