A americana Keirstyn Catron, de 24 anos, foi retirada de um voo que partiria do LaGuardia Airport, em Nova York, com destino a Houston. A situação ocorreu porque ela não conseguia se acomodar em uma poltrona convencional da aeronave.
Antes da retirada, uma funcionária perguntou se Keirstyn conseguiria se acomodar em apenas um assento. Mesmo afirmando que sim, foi informada de que precisaria de um segundo lugar. Como a aeronave estava cheia, a passageira foi orientada a sair do avião e foi realocada em outro voo, já com dois assentos contíguos para acomodá-la.
O incidente ocorreu em um voo da Southwest Airlines, que recentemente alterou sua política para passageiros “plus size”. A nova diretriz, em vigor desde janeiro de 2026, orienta que passageiros cujo corpo ultrapasse o limite físico do assento — demarcado pelo apoio de braço — comprem um segundo lugar antecipadamente.
A mudança na política é mais rígida do que a anterior, que permitia maior flexibilidade e reembolso em diferentes situações. Agora, o ressarcimento só ocorre sob condições específicas, como a disponibilidade de assentos no voo.
No Brasil, a regra é mais genérica. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determina que as companhias garantam segurança e conforto a todos a bordo, deixando a interpretação do que isso significa a cargo das empresas, o que pode gerar constrangimentos.
A Southwest Airlines defende que a medida garante conforto e segurança a todos os passageiros. No entanto, o episódio expõe a fragilidade dos critérios adotados, que muitas vezes são subjetivos, e o potencial de constrangimento público, que pode chegar à humilhação.
O aumento da popularização da aviação, acompanhado da redução do espaço entre poltronas, compromete o conforto até de passageiros com proporções medianas, gerando tensão entre eficiência operacional e a experiência de viagem.

