A Polícia Federal (PF) prendeu 13 pessoas na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, para investigar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes nas transações entre os bancos Master e de Brasília (BRB).
Na quinta-feira (16), foram detidos o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento liderado por Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, que está preso desde março.
As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e se somam a outras 12 prisões realizadas nas três fases anteriores da operação. O número total de prisões é menor que o de mandados executados, pois Vorcaro foi detido duas vezes.
Até o momento, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A Justiça também determinou o sequestro ou bloqueio de bens de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de cargos públicos.
William Murad, diretor-executivo da PF, destacou a complexidade da operação, que possui fases e fatos distintos. Ele mencionou que a primeira etapa foi iniciada em 18 de novembro de 2025, após investigações sobre a venda de títulos de créditos fraudulentos do Master para o BRB.
Além das prisões, a Justiça Federal afastou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia, por 60 dias. Murad explicou que a fase atual foca mais na corrupção dos gestores do BRB e no esquema de lavagem de dinheiro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, afirmou que a Compliance Zero é uma das ações do governo federal no combate ao crime organizado, que será intensificada nos próximos dias.


