Pix enfrenta investigação dos EUA enquanto Banco Central desenvolve novas funções

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O governo dos Estados Unidos está conduzindo uma investigação sobre o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil. Em um relatório publicado na terça-feira, 31 de março, pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o país menciona práticas desleais atribuídas ao Brasil, incluindo o Pix.

Segundo os investigadores, o sistema teria recebido tratamento preferencial do Banco Central do Brasil, o que poderia prejudicar empresas americanas de pagamentos e cartões de crédito. Apesar das ameaças de sanções, o Brasil continua a desenvolver seu sistema de pagamentos.

O Banco Central (BC) possui uma agenda de inovação para o Pix, com novas funcionalidades sendo planejadas. Algumas atualizações estão programadas para este ano, como o Pix para pagamento de duplicatas escriturais, que servirá como alternativa aos boletos bancários, facilitando a antecipação de recebíveis.

Em 2026, a implementação da “cobrança híbrida” pelos bancos se tornará obrigatória, permitindo pagamentos via QR Code para cobranças que podem ser pagas com arranjo de boletos. A adequação do Pix à reforma tributária sobre o consumo também é uma prioridade do BC, que prevê o pagamento de impostos em tempo real durante compras eletrônicas, com início em 2027.

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O setor bancário aguarda a padronização das regras do Pix Parcelado, que estava prevista para ser lançada em 2025, mas foi adiada. Embora o parcelamento de compras via Pix já seja oferecido por várias instituições financeiras, atualmente ocorre de forma descoordenada, com métodos próprios de cada banco.

O Banco Central busca padronizar essa modalidade para estimular a competição entre as instituições financeiras. O Pix deve ganhar mais funcionalidades nos próximos anos, dependendo da agenda do BC. Uma das inovações mais aguardadas é a expansão do uso do Pix no contexto internacional.

Atualmente, algumas instituições financeiras em países como Argentina e Portugal já oferecem o Pix, mas o acesso internacional ainda é limitado. O Banco Central pretende ampliar essa integração, conectando o Pix a sistemas de pagamento instantâneos de outros países. Além disso, está sendo estudada a possibilidade de pagamentos via Pix por aproximação, sem a necessidade de conexão à internet.

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