A Polícia Militar apreendeu cerca de 48 toneladas de maconha durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na terça-feira (7).
A operação contou com a ajuda de Huck, um pastor-belga-malinois de 5 anos, que é um dos 70 cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC). A corporação afirmou que essa é a maior apreensão de drogas desde a sua fundação.
Os policiais realizavam patrulhamento na comunidade da Nova Holanda quando os cães começaram a sinalizar um galpão que não era o foco da ação. Huck indicou um ponto específico, levando os agentes a investigar o local.
Dentro do galpão, os policiais encontraram uma cisterna concretada e aparentemente desativada. Ao quebrar a estrutura, descobriram um bunker improvisado que armazenava a droga, totalizando mais de 24.600 tabletes de maconha, cada um com cerca de 2 quilos.
Se transformada em cigarros, a quantidade de maconha apreendida equivaleria a mais de 15 milhões de unidades. Além da droga, foram apreendidos 4 fuzis e pistolas.
““É uma apreensão impressionante. Nunca se apreendeu uma quantidade tão grande de drogas em um local de venda e distribuição dentro de comunidade. Existe uma dificuldade enorme de chegar a esses esconderijos, e isso só foi possível graças ao faro do cão”, afirmou o tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa da Silva, comandante do BAC.”
A PM acredita que o galpão funcionava como um ponto estratégico de distribuição de drogas do Comando Vermelho, com a maconha destinada a outras áreas dominadas pela facção.
A operação envolveu cerca de 250 policiais militares de diferentes unidades, incluindo o BAC, o Batalhão de Choque e o Bope, além de 6 cães farejadores, 4 blindados e 2 aeronaves. Durante a ação, a polícia foi atacada a tiros por criminosos, resultando em um confronto. Um homem foi encontrado ferido, portando um fuzil, e foi levado para o Hospital Federal de Bonsucesso sob custódia.
No total, cinco fuzis e 26 veículos roubados foram apreendidos. Para transportar toda a droga, foram necessários 4 caminhões do BAC. A retirada começou por volta das 13h e terminou durante a madrugada, com a contagem do material concluída por volta das 3h.
““O cão é treinado para encontrar droga em qualquer ambiente. Não importa se está enterrada, concretada ou até submersa. Se houver odor, ele vai achar”, explicou o tenente-coronel Luciano Pedro.”
Após a apreensão, o material foi encaminhado para a Cidade da Polícia, no Jacaré, onde passará por perícia da Polícia Civil e será posteriormente incinerado.

