Uma grande quantidade de algas marinhas, conhecidas como sargaço, cobriu a faixa de areia da praia de Ajuruteua, em Bragança, no nordeste do Pará. O fenômeno começou a ser registrado na segunda-feira, 13 de abril de 2026, e rapidamente se espalhou por toda a orla, surpreendendo banhistas e comerciantes da região.
No dia seguinte, 14 de abril, tratores e caçambas da Secretaria de Obras e Urbanismo de Bragança foram mobilizados para remover o material, garantindo o acesso dos visitantes à praia. Apesar da presença do sargaço, o principal ponto turístico de Bragança permanece aberto e os visitantes continuam frequentando a praia, com o banho de mar liberado.
De acordo com especialistas, o sargaço é trazido do Atlântico por correntes marítimas e fortes ventos. Nos últimos anos, esse fenômeno tem sido observado em várias praias do nordeste paraense, embora em outros balneários, como Salinópolis e Marudá, ainda não tenha sido registrado acúmulo significativo.
Os especialistas apontam que a proliferação em larga escala do sargaço está relacionada a três fatores principais: o aumento da temperatura do oceano Atlântico, mudanças na intensidade das correntes marítimas e uma maior presença de nutrientes no mar, que acelera o crescimento das algas.

