A Prefeitura de Campinas (SP) anunciou que a entrega do Palácio da Justiça foi adiada para outubro de 2026. O prazo foi atualizado devido ao atraso nas reformas do prédio, que agora inclui a transferência completa dos serviços públicos.
O prazo inicial para a transferência total dos serviços e secretarias era até o início de 2026. Atualmente, os trabalhos estão concentrados no térreo do edifício, onde estão em andamento a reforma dos banheiros acessíveis e a revisão da parte elétrica, especialmente do sistema de ar-condicionado.
A previsão é que o térreo fique pronto em até 60 dias, permitindo que parte dos serviços comece a funcionar no local. “Atualmente, o espaço já recebe atividades pontuais, como feirões de emprego, campanhas de vacinação e ações de seleção realizadas pelo CPAT em parceria com empresas”, destacou a prefeitura.
Após a conclusão do térreo, a prefeitura planeja iniciar o atendimento de serviços como Emdec, Sanasa, Porta Aberta e Junta Militar. A reforma é uma demanda antiga para os comerciantes da região, que aguardam ansiosamente a conclusão das obras.
O vendedor José Eduardo Moreira comentou: “A gente está aguardando. A promessa era em janeiro. Para a população, [a transferência dos serviços] é super funcional, prático. E para o comércio também, porque vai trazer a população.” A atendente Roseli de Souza também expressou preocupação com a demora: “Está muito difícil trabalhar aqui, as vendas estão muito baixas. A gente conta com isso para ver se aumenta um pouco mais.”
O Palácio da Justiça passará a se chamar “Palácio da Cidade” e abrigará serviços de diversas áreas da administração municipal em seis pavimentos. Segundo o prefeito Dário Saadi (Republicanos), essa mudança visa impulsionar a revitalização do Centro de Campinas.
A prefeitura não divulgou o custo total da obra, pois cada setor será responsável por realizar e financiar as adaptações necessárias. A expectativa é atender cerca de 30 mil pessoas por mês, com uma equipe de 370 funcionários atuando no local. A centralização dos serviços também deve permitir a desocupação de imóveis alugados, gerando uma economia estimada em R$ 2 milhões por ano.
A distribuição dos serviços no novo prédio incluirá atendimentos da Vigilância Sanitária, Cadastro Único, Desenvolvimento Econômico, Sanasa, Emdec, entre outros. O edifício, que possui estilo arquitetônico art déco, tem uma área construída de 8 mil metros quadrados e sete pavimentos.


