A Prefeitura de Manaus solicitou autorização da União para contratar um empréstimo de R$ 620 milhões junto ao Banco do Brasil.
O pedido foi feito em 9 de abril de 2026 e se baseia na lei municipal que permite a contratação de empréstimos de até R$ 2,5 bilhões.
A justificativa para o empréstimo é que o valor será utilizado para amortização de dívidas públicas e investimentos em infraestrutura na capital amazonense.
Essa solicitação ocorre três dias após a Secretaria do Tesouro Nacional arquivar uma proposta anterior da prefeitura no valor de R$ 650 milhões, que era R$ 30 milhões superior à nova solicitação.
A autorização é necessária porque o governo federal atua como garantidor da operação; sem essa autorização, o dinheiro não será liberado.
O documento técnico indica que os recursos serão destinados à amortização da dívida pública, fortalecimento de fundos municipais e investimentos em setores como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana e tecnologia.
A proposta também abrange ações em turismo, assistência social, meio ambiente, esporte e lazer, além da modernização da gestão financeira da prefeitura.
Cerca de R$ 585 milhões do total serão aplicados em obras de infraestrutura urbana, focando em mobilidade, drenagem, contenção de erosões e urbanização.
Outros R$ 35 milhões serão destinados à modernização da Secretaria Municipal de Finanças, incluindo reestruturação de unidades e compra de equipamentos.
O empréstimo terá um prazo de até 10 anos para pagamento, com um ano de carência, e a taxa de juros será baseada no CDI, acrescida de aproximadamente 1,2% ao ano.
O custo total da operação pode ultrapassar R$ 1 bilhão ao longo do período, considerando juros e encargos.
A prefeitura argumenta que o investimento deve gerar empregos, aquecer a economia e melhorar a qualidade de vida da população.
Entre os benefícios previstos estão a redução de alagamentos com o desassoreamento de igarapés, melhorias no trânsito, construção de parques e ampliação de espaços públicos.
Entretanto, o financiamento ainda depende da aprovação da União, que analisará a capacidade de endividamento do município antes de autorizar a contratação do crédito.
Não há previsão de prazo para a aprovação do pedido.

