O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, anunciou nesta segunda-feira (20) que recebeu o apoio dos parlamentares do Partido Nacional após convocar uma moção de confiança em sua liderança. A medida ocorreu após dias de especulação sobre a possibilidade de que alguns membros do partido estivessem buscando sua substituição.
“Apresentei uma moção formal de confiança em minha liderança e essa moção foi aprovada”, declarou Luxon em uma declaração preparada, lida após uma reunião do partido. Ele acrescentou: “Tenho o apoio da minha bancada, da qual sou líder. A bancada respondeu de forma clara e decisiva, apoiando minha liderança, e este assunto está encerrado”.
Após a leitura da declaração, Luxon deixou a sala e não respondeu a perguntas. Não foram divulgados detalhes sobre a votação de apoio, como se foi unânime ou qual foi a maioria. Luxon lidera o Partido Nacional, o maior partido da coalizão governista de três partidos da Nova Zelândia, e ocupa o cargo de primeiro-ministro. Se seu partido o substituísse na liderança, ele também perderia o cargo de primeiro-ministro.
Moções de confiança raramente são divulgadas publicamente na Nova Zelândia, onde as deliberações das bancadas partidárias geralmente são secretas. Embora a substituição do primeiro-ministro por um partido não seja incomum em alguns países, isso não acontece na Nova Zelândia desde 1997.
Luxon, ex-executivo do setor aéreo, viu sua popularidade pessoal e a de seu partido caírem no último ano. A economia não conseguiu ganhar impulso, o desemprego permaneceu alto e a inflação começou a subir novamente. Diversas pesquisas mostraram que o Partido Nacional de Luxon está com dificuldades para ultrapassar os 30%.
Uma pesquisa da 1News Verian, divulgada no final do domingo (19), revelou que o apoio ao Partido Nacional caiu 4 pontos percentuais, para 30%. A pesquisa indicou que, se a eleição fosse realizada hoje, o atual governo de coalizão não conquistaria cadeiras suficientes para se manter no poder. O apoio a Luxon como primeiro-ministro preferido também caiu 4 pontos, para 16%. O apoio a Chris Hipkins, líder do Partido Trabalhista e ex-primeiro-ministro, caiu um ponto percentual, para 19%.
Essa situação é particularmente preocupante para parlamentares de menor expressão do Partido Nacional e para aqueles em distritos eleitorais disputados, que temem perder seus cargos caso o partido não consiga reverter a situação antes das eleições de 7 de novembro.


