Presidente Lula promove troca de 17 ministros e prioriza técnicos

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Hoje é o último dia para os ministros deixarem seus cargos no governo federal, visando concorrer nas eleições de outubro. O prazo de desincompatibilização é de seis meses antes do primeiro turno das eleições. Pelo menos 17 ministros deixarão suas funções, resultando em uma nova configuração na administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com um aumento na presença de técnicos.

Entre as mudanças, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, onde conduziu negociações importantes, e foi substituído por Márcio Elias Rosa, secretário-executivo. Alckmin permanece no Palácio do Planalto como vice-presidente, buscando renovar seu mandato.

Na Casa Civil, Rui Costa (PT) deixou o cargo na última quinta-feira e é apontado como líder nas intenções de votos para o Senado pela Bahia. Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento, assume sua posição. A Secretaria de Relações Institucionais também passa por mudanças, com Gleisi Hoffmann (PT) saindo para concorrer ao Senado pelo Paraná, e Marcelo Costa assumindo interinamente.

No Ministério dos Transportes, Renan Filho (MDB) deixou o cargo para tentar seu terceiro mandato como governador de Alagoas, sendo substituído por George Santoro. Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) também deixou o Ministério de Portos e Aeroportos para concorrer a uma vaga no Legislativo, e foi sucedido por Tomé Barros Franca.

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Algumas mudanças ocorreram antes do prazo de desincompatibilização. No Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixou o cargo no dia 19 de março para concorrer ao governo de São Paulo, sendo substituído por Dario Durigan. Simone Tebet (MDB) também saiu do Ministério do Planejamento para disputar uma vaga no Senado, com Bruno Moretti assumindo seu lugar.

Além disso, Marina Silva (Rede) deixou o Meio Ambiente para concorrer ao Senado por São Paulo, sendo substituída por João Paulo Ribeiro Capobianco. O ministro da Pesca, André de Paula (PSD), foi exonerado para assumir o Ministério da Agricultura, e Rivetla Edipo Araujo Cruz o sucedeu.

Camilo Santana (PT) deixou o Ministério da Educação para coordenar a campanha de Lula, com Leonardo Barchini assumindo seu cargo. André Fufuca (PP) saiu do Ministério do Esporte para concorrer ao Senado pelo Maranhão, sendo sucedido por Paulo Henrique Cordeiro Perna.

Outras saídas incluem Jader Filho (MDB), que deixou o Ministério das Cidades para concorrer a deputado federal pelo Pará, e Antônio Vladimir Lima assumindo seu lugar. Márcio França (PSB) está deixando o Ministério do Empreendedorismo, podendo concorrer a senador ou vice-governador de São Paulo, com Tadeu de Alencar assumindo o ministério.

Macaé Evaristo (PT-MG) deixou o Ministério dos Direitos Humanos para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas, sendo substituída por Janine Mello dos Santos. Paulo Teixeira (PT-SP) saiu do Ministério do Desenvolvimento Agrário para concorrer a deputado por São Paulo, com Fernanda Machiaveli assumindo seu lugar. Sônia Guajajara (Psol) deixou o Ministério dos Povos Indígenas para concorrer a deputada federal por São Paulo, sendo sucedida por Eloy Terena.

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Anielle Franco (PT-RJ) também deixou o Ministério da Igualdade Racial para concorrer a deputada federal pelo Rio de Janeiro, com Rachel Barros de Oliveira assumindo seu cargo. Waldez Góes (PDT) desistiu de concorrer ao Senado e permanece à frente do Ministério das Cidades.

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