O lançamento da Netflix, Emergência Radioativa, reacendeu o debate sobre o acidente do Césio-137. A série apresenta uma narrativa baseada em eventos reais, embora altere nomes, resuma personagens e inclua figuras fictícias para compor o enredo.
Desde a década de 90, diversas produções literárias e cinematográficas têm abordado esse acidente, considerado a maior tragédia radiológica da história e a mais significativa fora de uma usina nuclear.
Entre as produções destacadas, está o filme O Césio 137 – O pesadelo de Goiânia (1990), que utiliza depoimentos de vítimas para construir seu roteiro. A obra conta com a participação de Nelson Xavier, Joana Fomm e Denise Milfont como protagonistas, além de incluir figurantes que são, na verdade, as próprias vítimas.
Outro filme relevante é Césio 137, O Brilho da Morte (2003), dirigido por Laura Pires, que retrata 15 anos das experiências dolorosas das vítimas, abordando temas como discriminação, segregação e os danos irreversíveis ao meio ambiente.
A reportagem especial em áudio Os heróis esquecidos da Tragédia do Césio 137 (2011), produzida pelo Senado Federal, apresenta a perspectiva das vítimas, focando na vivência dos ex-funcionários do Consórcio Rodoviário Intermunicipal (CRISA).
O livro Césio 137: os tons de um acidente, de Isadora Tristão, narra o acidente sob a perspectiva de seis vítimas, 30 anos após o ocorrido. Já Césio 137, um resumo sobre o pesadelo real vivido em Goiânia, de Leandro Luiz, oferece uma explicação concisa do acidente, utilizando documentos confiáveis, como relatórios e fotos, além de embasar suas informações em artigos científicos.
Essas produções ajudam a manter viva a memória do acidente e a luta das vítimas por reconhecimento.

