O governo Trump propôs cortes significativos na Administração de Segurança do Transporte (TSA), com a intenção de reduzir custos. A proposta, apresentada em documentos orçamentários, sugere a eliminação de cerca de 8.400 posições e 9.400 equivalentes a tempo integral (FTEs) para o próximo ano fiscal.
O orçamento solicitado pela Casa Branca é de R$ 11,7 bilhões, incluindo a redução de 2.462 posições de Oficiais de Segurança do Transporte (TSO) e 4.351 FTEs. Esses oficiais são responsáveis pela triagem e busca de passageiros nos aeroportos. Além disso, mais de 800 postos da TSA seriam realocados para a supervisão de saídas, com uma economia estimada de R$ 97,3 milhões.
Para compensar as reduções, a proposta sugere a privatização das operações de segurança em aeroportos menores, exigindo que esses locais se inscrevam no Programa de Parceria de Triagem da TSA, que permite a contratação de empresas privadas para serviços de triagem. Segundo a Casa Branca, cerca de 20 aeroportos que já utilizam esse programa demonstraram economias em comparação com as operações federais.
O orçamento proposto também inclui investimentos, como R$ 225,9 milhões para a aquisição de máquinas de Tomografia Computadorizada e R$ 48,1 milhões para substituir sistemas de triagem considerados “ultrapassados”. Além disso, são solicitados R$ 20 milhões para e-Gates, que visam agilizar a verificação de identidade e aumentar a eficiência no fluxo de passageiros.
O Congresso realizará audiências sobre a proposta orçamentária da Casa Branca ainda este mês, com a meta de finalizar um acordo antes do término do ano fiscal em 30 de setembro de 2026.
A proposta de privatização gerou preocupações sobre segurança. A Federação Americana de Funcionários Públicos, que representa cerca de 47.000 oficiais da TSA, argumentou que a privatização compromete a segurança e o bem-estar dos trabalhadores, podendo resultar em escassez de pessoal e alta rotatividade.
Trump criticou a TSA por ineficiência e alegações de facilitar imigração ilegal. No início de seu segundo mandato, ele demitiu o chefe da agência e, no ano passado, propôs um corte orçamentário de R$ 247 milhões para o ano fiscal de 2026. Críticos afirmam que a TSA foi criada após os ataques de 11 de setembro de 2001 para aumentar os padrões de segurança, e que a prioridade de contratantes privados é o lucro, não a segurança dos passageiros.

