O Tribunal do Júri do Distrito Federal condenou os réus pela chacina que resultou na morte de 10 pessoas de uma mesma família. A sentença foi proferida pelo juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior por volta das 22h30 deste sábado, 18 de abril de 2026.
A decisão dos jurados ocorreu após uma votação sigilosa que começou na manhã do mesmo dia e se estendeu por todo o dia. O Ministério Público informou que o grupo agiu de forma organizada, com divisão de tarefas, para tomar posse de uma chácara na região.
O julgamento teve início na segunda-feira, 14 de abril, com os depoimentos de seis testemunhas, incluindo o delegado Achilles Benedito de Oliveira Júnior, que falou por cerca de duas horas. Na terça-feira, 15, mais 12 testemunhas foram ouvidas, sendo o depoimento mais longo o do delegado Ricardo Viana, que chefiou a investigação do caso, com duração de sete horas e meia.
Os interrogatórios dos réus começaram no terceiro dia do julgamento. Quatro dos cinco acusados prestaram esclarecimentos ao júri. Gideon Batista de Menezes e Fabrício Silva Canhedo foram ouvidos na quarta-feira, 16, enquanto Horácio Carlos Ferreira Barbosa optou por não responder às perguntas. No quarto dia, Carlomam dos Santos Nogueira e Carlos Henrique Alves da Silva foram interrogados.
Na sexta-feira, 17, as defesas tiveram a oportunidade de se manifestar, e os jurados analisaram cerca de 500 perguntas relacionadas aos crimes no dia seguinte. As penas somadas poderiam variar de 211 a 385 anos de prisão, conforme o Código de Processo Penal.
Os réus foram acusados de homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores, e ocultação e destruição de cadáver. O MP informou que mais de cem crimes foram cometidos pelos réus, motivados pela posse de uma chácara de 5,2 hectares, avaliada em R$ 2 milhões.
As defesas podem recorrer da decisão, mas não podem obter a absolvição dos réus neste primeiro momento, devido à soberania dos veredictos do Júri. A defesa pode questionar aspectos do processo, como nulidades ou irregularidades.
A investigação classificou o crime como um “plano cruel e torpe”, com os acusados atuando de forma coordenada e violenta ao longo de semanas. O MP detalhou a cronologia dos crimes, que começou em outubro de 2022 e culminou em janeiro de 2023 com a morte das vítimas.


