A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) publicou na quarta-feira, 22 de abril de 2026, um edital que institui o projeto PSA Brigadas. A iniciativa visa pagar moradores do Nordeste goiano por serviços ambientais voltados à prevenção, monitoramento e combate inicial a incêndios florestais.
O programa prevê uma remuneração de R$ 267,24 por um período de até 12 horas de atuação, com a condição de validação das atividades realizadas. Cada participante poderá atuar em até 15 períodos por mês, com valores variáveis conforme a participação. Segundo a Semad, “o programa reconhece que ações de prevenção, monitoramento e apoio contribuem diretamente para a proteção da vegetação nativa do Cerrado”.
O projeto será financiado com recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema) e não configura vínculo empregatício, mas sim pagamento por serviços ambientais, conforme a legislação. As atividades ocorrerão em regime de escalas voluntárias, organizadas em conjunto com o Corpo de Bombeiros, especialmente entre julho e início de novembro, período de maior incidência de queimadas.
Os participantes receberão equipamentos de proteção individual, capacitação técnica e cobertura de seguro durante as atividades. A execução será coordenada pela Semad, com apoio técnico-operacional do Corpo de Bombeiros Militar.
Podem se inscrever moradores com mais de 18 anos dos municípios de Colinas do Sul, Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás e São Domingos. É necessário participar do Curso de Formação de Brigadas Comunitárias de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CBRIC), com carga de 45 horas. As inscrições começaram no dia 19 de abril e seguem até 29 de abril, com seleção por meio de Teste de Aptidão Física (TAF), conforme cronograma: quarta-feira, 22: São Domingos; quinta-feira, 23: Nova Roma; sexta-feira, 24: Teresina de Goiás; segunda-feira, 27: Cavalcante; terça-feira, 28: Colinas do Sul; quarta-feira, 29: Alto Paraíso de Goiás.
Após a formação, os participantes aptos poderão aderir ao programa e atuar conforme a demanda operacional. De acordo com a secretaria, a proposta busca integrar comunidades locais às ações de proteção ambiental. “A iniciativa representa um avanço ao unir conhecimento local, prevenção estruturada e resposta rápida aos incêndios florestais”, destaca a coordenação do programa.
Entre os objetivos estão a redução de incêndios no Cerrado, a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos e a diminuição das emissões de carbono.


