As chamadas “sete magníficas” — Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta Platforms, Nvidia e Tesla — se destacam como as empresas mais valiosas e influentes do setor de tecnologia nos Estados Unidos. Juntas, essas empresas lideram tendências em inteligência artificial, computação em nuvem, publicidade digital e mobilidade elétrica, moldando o debate sobre inovação e poder corporativo.
Entre essas gigantes, três ainda têm seus fundadores ou figuras equivalentes no comando direto dos negócios. A Meta é liderada por Mark Zuckerberg desde sua fundação, em 2004. A Nvidia está sob a direção de Jensen Huang desde 1993, e a Tesla é comandada por Elon Musk. Embora Musk não tenha fundado a montadora em 2003, ele entrou no negócio no ano seguinte e foi reconhecido como cofundador.
A permanência desses líderes no topo está associada a estruturas de controle que concentram poder decisório. Zuckerberg mantém o controle da Meta por meio de ações com direitos diferenciados. Huang construiu uma trajetória contínua à frente da Nvidia, que hoje é impulsionada pela demanda por chips voltados à inteligência artificial. Musk exerce influência decisiva na Tesla como CEO e principal acionista, com cerca de 15% de participação no negócio.
As outras quatro das sete magníficas já passaram por transições para executivos que não participaram da fundação. Na Amazon, Jeff Bezos deixou o cargo de CEO em 2021, sendo substituído por Andy Jassy, que liderou a expansão da computação em nuvem da companhia. Bezos permanece como chairman, mantendo influência estratégica.
Na Alphabet, controladora do Google, os fundadores Larry Page e Sergey Brin se afastaram da gestão executiva em 2019, com o comando passando para Sundar Pichai, que já liderava as principais operações da empresa desde a reestruturação que criou a holding em 2015.
A Microsoft seguiu um caminho semelhante. Bill Gates deixou o posto de CEO em 2000, passando a função para Steve Ballmer. Em 2014, a companhia promoveu uma nova mudança ao nomear Satya Nadella, responsável por reposicionar a empresa em áreas como computação em nuvem e inteligência artificial.
A Apple viveu um processo mais turbulento antes de consolidar sua sucessão. O cofundador Steve Jobs foi afastado nos anos 1980, retornou à liderança em 1997 e conduziu a recuperação da empresa. Em 2011, ele deixou o cargo para tratar um câncer de pâncreas e faleceu menos de dois meses depois. No seu lugar, a companhia nomeou Tim Cook, que deixará o cargo de CEO em setembro deste ano, segundo comunicado da companhia divulgado na segunda-feira, 20.


