Os contratos de soja com entrega para julho recuaram 0,32% na abertura da bolsa de Chicago nesta segunda-feira (20), cotados a US$ 11,7925 por bushel.
Esse movimento reflete o ritmo acelerado da primeira fase de plantio da safra 2026/27 no Meio-Oeste americano e a previsão de chuvas favoráveis para o desenvolvimento inicial das lavouras na região.
O potencial de queda é contido pela valorização do óleo de soja, influenciada pela alta nos preços do petróleo bruto após o fechamento do Estreito de Ormuz.
Os contratos de milho para julho operam próximo à estabilidade, com leve alta de 0,05%, cotados a US$ 4,5775 por bushel. Essa cotação é sustentada pelo volume das exportações americanas, que mantêm a trajetória para atingir as metas recordes projetadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para o ano comercial.
A consultoria Granar aponta que a previsão de chuvas regulares em grande parte do Meio-Oeste a partir de terça-feira deve garantir a umidade necessária para o plantio, limitando novas altas no milho.
Os contratos de trigo para julho subiram 0,71%, atingindo US$ 6,0350 por bushel, em resposta a preocupações com as condições das lavouras de inverno.
As previsões meteorológicas indicam tempo seco até quarta-feira no sul das Grandes Planícies, com precipitações concentradas na fronteira leste do Kansas. Nas Grandes Planícies do norte, as condições climáticas favorecem o avanço do plantio de primavera.
A falta de resolução para o conflito no Oriente Médio mantém a pressão sobre os preços dos combustíveis e insumos agrícolas, influenciando a safra 2026/27 no Hemisfério Sul.


