Uma supernova, que representa a morte explosiva de uma estrela, pode ser tão poderosa que não deixa vestígios. Cientistas teorizam sobre essas supernovas desde a década de 1960 e agora obtiveram evidências indiretas em pesquisas sobre buracos negros e ondas gravitacionais.
Essas supernovas ocorrem em estrelas massivas, com massa entre 140 e 260 vezes a do Sol, segundo Hui Tong, doutorando em astrofísica na Universidade Monash, na Austrália, e principal autor do estudo publicado na revista Nature.
““Apesar de sua enorme massa, elas têm vidas relativamente curtas, de cerca de alguns milhões de anos. Para efeito de comparação, o Sol viverá cerca de 10 bilhões de anos, então essas estrelas se extinguem aproximadamente mil vezes mais rápido – como um enorme fogo de artifício que queima intensamente e brevemente antes de explodir”, disse Tong.”
Estrelas grandes geralmente deixam para trás uma estrela de nêutrons ou um buraco negro após a explosão. No entanto, algumas estrelas ainda maiores podem ser obliteradas em uma explosão chamada supernova de instabilidade de pares, não deixando remanescente.
No estudo, os pesquisadores analisaram dados de 153 pares de buracos negros, conhecendo sua massa com base nas ondas gravitacionais emitidas. Eles notaram a ausência de buracos negros com massa entre 44 e 116 vezes a do Sol, o que chamaram de “faixa proibida”.
““Uma supernova de instabilidade de pares é um dos tipos mais violentamente explosivos de morte estelar”, afirmou Maya Fishbach, astrofísica e coautora do estudo. “Na maioria dos casos, estrelas massivas criam buracos negros. Quanto mais massiva a estrela, mais pesado o buraco negro”, completou.”
Os pesquisadores sugerem que a ausência de buracos negros nessa faixa de massa pode ser explicada pela obliteracão das estrelas maiores no final de sua vida útil.

