No dia 27 de março de 2026, Donald Trump expressou sua frustração após os aliados da NATO se recusarem a ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz. Ele afirmou que poderia retirar os Estados Unidos da aliança, um passo que nenhum presidente americano havia considerado anteriormente.
Trump destacou a importância da NATO para a segurança nacional americana e a estabilidade global, especialmente na Europa. Mesmo que ele não aja sobre sua ameaça, sua declaração já representa uma nova fase nas relações entre os EUA e a NATO.
Desde a eleição de Trump em novembro de 2016, a pressão para que os aliados da NATO aumentassem seus gastos com defesa se tornou uma constante. Na cúpula da NATO em 2014, foi acordado que cada aliado alocaria 2% do PIB para o orçamento de defesa até 2024. Contudo, em 2023, apenas um terço dos 31 membros havia cumprido essa meta.
Durante seu primeiro mandato, Trump transformou advertências sobre gastos em ultimatos diretos, acusando a Europa de se beneficiar sem contribuir adequadamente. Ele chegou a chamar a NATO de “obsoleta”, embora tenha posteriormente recuado dessa afirmação. Sua postura gerou um ambiente de tensão sem precedentes entre os aliados.
No segundo mandato, os aliados tentaram apaziguar Trump, mas suas exigências aumentaram, incluindo um pedido para que os gastos com defesa chegassem a 5% do PIB. Além disso, ele cortou a assistência militar direta à Ucrânia, o que muitos países europeus consideram crucial para sua própria segurança.
A situação se agravou após o ataque dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro, que elevou as tensões transatlânticas a um novo patamar. Trump exigiu que os aliados reabrissem o Estreito de Ormuz, que o Irã havia fechado, bloqueando uma parte significativa das exportações globais de petróleo.
Os aliados da NATO se recusaram a entrar na guerra por várias razões, incluindo o risco de ataques iranianos a seus navios e a oposição da opinião pública europeia. A recusa se intensificou após Trump advertir que não esqueceria a “traição” de seus aliados. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticaram abertamente a guerra, enquanto a Alemanha e a Itália também se mostraram relutantes em participar.
Embora a situação não represente uma rebelião total contra os EUA, a recusa dos aliados em ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz e a ameaça de Trump de abandonar a NATO criaram a maior crise interna da aliança até o momento. A NATO provavelmente sobreviverá, mas a Europa deve começar a considerar como se defender caso a garantia de segurança americana não se mantenha.

