Um novo trem deve conectar Porto Alegre a Gramado, na Serra Gaúcha, com um custo estimado em R$ 4,5 bilhões, totalmente financiado por investimentos privados. A operação está prevista para iniciar em 2032.
O projeto inclui duas estações principais: uma em Porto Alegre, elevada e ligada ao aeroporto por uma passarela de 700 metros, e outra em nível do solo, localizada na Avenida das Hortênsias, entre Gramado e Canela. Além disso, a Sultrens planeja duas paradas em novos condomínios residenciais entre Igrejinha e Gramado.
O traçado da ferrovia ainda está sendo definido e deve ser concluído até junho. Um estudo preliminar sugere um percurso mais curto, partindo do Aeroporto Salgado Filho e passando por áreas rurais de Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Nova Hartz até chegar a Gramado. Especialistas em diversas áreas estão envolvidos na definição do trajeto, visando minimizar desapropriações.
“”Quanto menos a gente desapropriar, melhor para o projeto e melhor para os atuais proprietários”, afirmou Renato Ely, administrador da Sultrens.”
O trem, concebido para atender à demanda turística, não funcionará como um trem parador, ao contrário do Trensurb. A proposta é que a viagem se torne uma atração em si.
“”O usuário vai chegar no aeroporto, e em 15 minutos, no máximo, ele vai estar na plataforma do trem. É uma viagem agradável, visualmente muito bonita”, disse Renato Ely.”
O investimento será 100% privado, com a concessão para exploração da ferrovia podendo durar até 99 anos. Cada viagem terá capacidade para 250 passageiros e incluirá 15 pontes, viadutos e nove túneis.
A Sultrens prevê concluir o projeto básico de engenharia nos próximos meses e obter a licença prévia até o início de 2028. O valor da passagem ainda não foi definido, mas haverá tarifas diferenciadas para turistas, moradores dos novos condomínios e estudantes.
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emitiu autorização para a Sultrens realizar um levantamento detalhado da fauna ao longo dos 83 quilômetros do traçado. Este levantamento é essencial para o licenciamento ambiental da obra e deve ser concluído em um ano, com estudos em todas as estações do ano.
“”Esse relatório, após submetido à audiência pública e eventualmente revisado, vai ser então submetido à Fepam, que analisará”, explicou Ely.”


