Donald Trump fez novas críticas à Otan e reafirmou suas ameaças ao Irã durante publicações na Truth Social, após uma reunião com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, na quarta-feira, 8 de abril de 2026.
Trump expressou sua indignação com os aliados da Otan por não terem apoiado sua guerra contra o Irã, levantando preocupações sobre uma possível retirada dos Estados Unidos da organização. Ele afirmou: “A Otan não estava lá quando precisamos dela, e não vai estar se precisarmos dela de novo”.
Além disso, Trump mencionou sua insatisfação em relação à Groenlândia, afirmando: “Lembrem-se da Groenlândia, esse grande e mal administrado pedaço de gelo”. Rutte, que foi descrito como o “sussurrador de Trump”, entrou e saiu da Casa Branca de forma discreta, após uma reunião que durou duas horas e meia.
O secretário-geral da Otan, em entrevista, descreveu a conversa como “muito franca e aberta”, mas não respondeu diretamente sobre a possibilidade de Trump deixar a aliança. A secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, comentou que a Otan havia “dado as costas ao povo americano” e que Trump poderia discutir a saída da aliança durante a reunião.
Enquanto isso, o Wall Street Journal informou que Trump pretende punir membros da Otan que não teriam contribuído durante o conflito. Rutte havia conversado anteriormente com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre operações militares contra o Irã e a guerra na Ucrânia.
Os Estados Unidos têm um papel militar central na Otan desde sua fundação em 1949, mas Trump exige maior comprometimento dos aliados. Em 2025, os membros da aliança decidiram aumentar seus gastos em defesa até 2035. Nos últimos meses, Trump também retirou apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia e ameaçou proteger aliados apenas se aumentassem seus investimentos em defesa.
Rutte tem sido uma figura chave na tentativa de apaziguar Trump, que elogia o secretário-geral da Otan, mas critica os europeus por não ajudarem os Estados Unidos e Israel a reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o mercado de petróleo durante o conflito com o Irã.

