O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, republicou nesta quarta-feira (15) uma imagem gerada por inteligência artificial de Jesus o abraçando. A nova publicação ocorre dois dias após ele ter apagado uma postagem anterior que o retratava como Jesus, a qual gerou críticas até de seus apoiadores.
A imagem republicada na conta de Trump na Truth Social mostra o presidente com os olhos fechados, encostando a cabeça em Jesus, que está em uma pose semelhante. Trump aparece atrás de um microfone, com uma bandeira dos EUA ao fundo. A publicação original continha a legenda: “Eu nunca fui um homem muito religioso… mas não parece que, com todos esses monstros satânicos, demoníacos e que sacrificam crianças sendo expostos… Deus pode estar jogando sua carta na manga!”. A republicação de Trump acrescentou a legenda: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho muito bonito!!!”.
Trump tem enfrentado uma crise com o papa Leão XIV, o primeiro líder da Igreja Católica nascido nos EUA e um crítico ferrenho da guerra no Oriente Médio. Na noite de terça-feira (14), Trump reiterou suas críticas ao líder religioso em uma publicação na Truth Social, pedindo que “alguém dissesse” ao pontífice sobre os assassinatos de manifestantes pelo Irã e que “o fato de o Irã possuir uma bomba nuclear é absolutamente inaceitável”.
Na mesma terça-feira, o vice-presidente JD Vance, falando na Universidade da Geórgia, afirmou que o papa estava errado ao dizer que os discípulos de Cristo “nunca estão do lado daqueles que um dia empunharam a espada e hoje lançam bombas”. Vance alertou que “é muito, muito importante que o papa seja cuidadoso ao falar sobre assuntos de teologia”.
Em resposta aos ataques anteriores de Trump, Leão afirmou que não tinha “nenhum medo” do governo americano e que continuaria se manifestando. Em um discurso na segunda-feira (13) em Argel, ele criticou as potências mundiais “neocoloniais” que, segundo ele, violam o direito internacional, sem citar países específicos.
Os eleitores cristãos formam uma parte crucial da base política de Trump. O presidente americano, que não frequenta a igreja regularmente, conquistou grandes maiorias de eleitores cristãos nas eleições de 2024, incluindo católicos.

