A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) confirmou que o primeiro vestibular do curso de Medicina no Campus Pontal, em Ituiutaba, ocorrerá no segundo semestre de 2026. A oferta inicial será de 60 vagas anuais.
A implantação do curso está em fase final e é monitorada pela Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas (Camem), vinculada ao Ministério da Educação. A universidade já recebeu autorização para cinco vagas de docentes e três para técnicos administrativos.
Além disso, está prevista a construção de um laboratório de simulação, com investimento de R$ 6 milhões provenientes de emenda parlamentar. A obra deve iniciar ainda neste mês e é considerada essencial para a formação prática dos estudantes, segundo a direção do Instituto de Ciências Exatas e Naturais do Pontal.
A proposta de criação do curso de Medicina teve início em 2014 e foi retomada em 2023, sendo aprovada nos conselhos internos da UFU em 2024. A universidade acredita que a implantação do curso ampliará a formação na área da saúde e contribuirá para o atendimento regional, com parcerias previstas com municípios e unidades de saúde da região.
Recentemente, a UFU também anunciou um novo formato para o vestibular, que será aplicado a partir de 2026. A prova ocorrerá no dia 17 de maio e trará mudanças significativas, como a unificação das fases em um único dia e a eliminação das questões discursivas.
O novo vestibular terá duração total de 5 horas e 30 minutos, incluindo 65 questões objetivas e uma prova de redação, que substituirá as provas discursivas da segunda fase. A redação será corrigida apenas para os candidatos que atingirem a nota de corte definida pela universidade.
As questões objetivas serão organizadas nas áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. O pró-reitor de Graduação, Waldenor Barros Moraes Filho, explicou que a mudança foi baseada em estudos realizados pela universidade, que identificou um alto índice de candidatos que não compareciam à segunda fase ou deixavam as provas discursivas em branco.
A nova proposta visa reduzir barreiras e tornar o processo seletivo mais acessível, sem comprometer a qualidade acadêmica.


