O Ministério da Saúde (MS) decidiu não incorporar a vacina contra meningite do tipo B para bebês de até um ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com essa decisão, o imunizante, que protege contra o sorotipo mais frequente da doença, não fará parte do calendário vacinal infantil no Brasil.
A vacina continuará disponível apenas na rede privada, e as famílias que optarem por imunizar suas crianças terão que pagar cerca de R$ 2 mil, considerando o esquema vacinal tríplice. Atualmente, o SUS oferece vacinas apenas contra a meningite meningocócica do tipo C e ACWY, mas não inclui a vacina para o tipo B.
A decisão do ministério foi fundamentada na recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Este órgão é responsável por avaliar a inclusão de novas vacinas no SUS, levando em conta uma análise de risco que envolve segurança, impacto epidemiológico, eficácia e custo total.
Além disso, a capacidade de produção e distribuição da vacina para a população também foi considerada. O custo elevado da vacina do tipo B se destacou como um dos principais obstáculos para sua inclusão, mesmo sendo o sorogrupo mais prevalente. O orçamento atual do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é limitado e prioriza outras possíveis incorporações.
A meningite meningocócica do tipo B é uma infecção bacteriana que pode evoluir rapidamente, causando sequelas graves e podendo levar à morte. Os principais sintomas incluem febre alta, vômitos, irritabilidade intensa, sonolência, rigidez no pescoço e manchas vermelhas ou roxas na pele que não desaparecem ao serem pressionadas. Bebês e crianças pequenas estão entre os grupos de maior risco, e a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença.

