Em partes da Ásia Central, famílias abortam fetos do sexo feminino devido à preferência por filhos homens, segundo especialistas e organizações internacionais.
Em regiões do Uzbequistão e Tadjiquistão, nascem até 110 meninos para cada 100 meninas, índice considerado anormal por especialistas. A prática de abortos seletivos por sexo é motivada por tradições culturais e pressão social que valorizam os filhos homens para o status familiar e herança.
Mulheres relatam forte pressão familiar para interromper a gravidez de meninas, mesmo em estágios avançados, o que gera conflitos e sofrimento. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas, cerca de 142 milhões de meninas não nasceram no mundo devido a essa preferência.
O desequilíbrio de gênero provoca dificuldades para homens encontrarem parceiras, aumentando o risco de instabilidade social, tráfico de pessoas e violência contra mulheres. Especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que combatam essas práticas e o preconceito cultural.


