As ações da Advanced Micro Devices (AMD) avançaram 5% na manhã desta terça-feira (26), superando a Intel, que subiu 2%, e a NVIDIA, que ficou estável. O movimento acompanha o reajuste do preço-alvo das ações da Micron Technology pela UBS, que elevou a previsão de US$ 535 para US$ 1.625, impulsionando o setor de semicondutores.
A AMD lidera a valorização do setor de chips devido à sua ampla exposição a produtos para inteligência artificial, incluindo CPUs EPYC para servidores, aceleradores Instinct e CPUs agentic. A receita da empresa no primeiro trimestre de 2026 cresceu 38% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 10,25 bilhões, com alta de 57% na receita do Data Center. A CEO Lisa Su afirmou que o trimestre foi “excepcional”, impulsionado pela demanda acelerada por infraestrutura de IA.
A Intel também apresentou crescimento, com receita de US$ 13,58 bilhões no primeiro trimestre, alta de 7% ano a ano, e aumento de 22% na receita de Data Center e IA. A escolha do Intel Xeon 6 como CPU para os sistemas DGX Rubin NVL8 da NVIDIA reforça a relevância da empresa no segmento de IA. No entanto, a valorização das ações da Intel em 2026 já foi expressiva, limitando ganhos adicionais no curto prazo.
A NVIDIA, apesar de reportar receita de US$ 81,61 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, com aumento de 85% ano a ano, teve as ações estáveis nesta sessão, refletindo a necessidade de novos catalisadores para impulsionar o preço das ações após ganhos significativos nos últimos anos.
O reajuste do preço-alvo da Micron pela UBS tem efeito positivo no setor, beneficiando empresas relacionadas à memória e infraestrutura de IA, como a AMD. Investidores aguardam os resultados da Dell Technologies, que serão divulgados nesta semana, para avaliar a demanda por servidores voltados à inteligência artificial.


