Eduardo Campos, vice-presidente da Microsoft Brasil, avalia que grandes empresas estão entrando em uma fase mais profissional na adoção de inteligência artificial, com projetos estruturados e maior governança para controlar custos e riscos.
Nos últimos anos, o uso de agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de executar tarefas autonomamente a partir de comandos em texto, cresceu nas empresas. A facilidade de criar aplicações com pouco código permitiu que áreas de negócio, fora da TI, desenvolvessem soluções, mas sem o suporte necessário para segurança e monitoramento, segundo Eduardo Campos, vice-presidente da Microsoft Brasil.
Para mitigar riscos, a Microsoft desenvolveu plataformas que notificam ações maliciosas e alertam as áreas de TI sobre potenciais ameaças no uso de agentes de IA. “Estamos evoluindo agora para uma fase mais profissional. Projetos mais estruturados, com escala e governança”, disse Campos.
O custo para executar tarefas por meio de agentes de IA é medido em tokens, fragmentos das demandas feitas à inteligência artificial. À medida que as empresas ampliam o uso para milhões de clientes, o consumo desses tokens se torna um fator crítico. Campos explica que “há várias histórias no mercado de empresas que tinham determinado orçamento de tokens e consumiu tudo em poucos meses”.
Para reduzir custos, a Microsoft oferece mais de 11 mil opções de modelos de linguagem, como ChatGPT e Claude, que podem ser escolhidos conforme a tarefa. Além disso, as companhias definem limites mensais para o uso de IA em diferentes áreas, controlando a quantidade de pedidos ou agentes criados.

