A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado (Arsesp) criou uma força-tarefa para fiscalizar obras subterrâneas em São Paulo após explosão no Jaguaré que matou duas pessoas no dia 11 de maio. O grupo começa a atuar nesta segunda-feira (25) e terá duração inicial de três meses.
A força-tarefa da Arsesp visa endurecer o controle sobre cronogramas, protocolos de segurança, autorizações e comunicação entre concessionárias responsáveis pelas obras subterrâneas. O diretor-presidente da agência, Diego Domingues, afirmou que a Arsesp poderá suspender intervenções que apresentem riscos ou descumpram normas.
A explosão no Jaguaré causou a morte de duas pessoas, interdição definitiva de 16 casas e parcial de outras 22, além da destruição total ou parcial de uma área de cerca de 2 mil metros quadrados. Como medida preventiva, a Sabesp suspendeu por 15 dias obras que interferem diretamente em redes de gás.
A agência também anunciou a revisão do Manual de Boas Práticas para intervenções compartilhadas, com endurecimento das punições e consulta pública prevista entre 26 de maio e 9 de junho. Será criado um grupo técnico permanente para prevenção de acidentes, formado por técnicos da Arsesp e possivelmente concessionárias.
Após protestos, famílias desalojadas conseguiram acordo para permanecer em hotéis e continuar recebendo auxílio-aluguel até solução habitacional definitiva. Sabesp e Comgás dividem a responsabilidade pelo atendimento às famílias atingidas.


