Aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL) avaliam indicá-lo para vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro após operação da Polícia Federal que investiga aportes da Rioprevidência no Banco Master.
A indicação para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) cabe à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pelo deputado Douglas Ruas (PL), aliado de Castro que busca se consolidar para a disputa pelo governo estadual. A vaga está aberta desde a saída de José Gomes Graciosa.
A Alerj discutia mudanças para flexibilizar regras de nomeações a tribunais e agências reguladoras, incluindo o fim de impedimentos para candidatos ao TCE em casos de condenações por improbidade administrativa, desde que não definitivas. Essa articulação ganhou força diante da inelegibilidade de Castro definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A operação da Polícia Federal complicou os planos do PL para a candidatura de Castro ao Senado, aumentando a resistência interna devido ao desgaste das investigações. A decisão final sobre a candidatura depende do senador Flávio Bolsonaro, que avalia riscos eleitorais e políticos.
A saída de Castro da disputa ao Senado afetaria a estratégia de Douglas Ruas, que contava com o ex-governador para fortalecer palanques no interior e na Baixada Fluminense. Outros nomes do PL, como Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho, passaram a ser cotados para a vaga. A possível ida de Castro ao TCE-RJ é vista como alternativa para mantê-lo em posição institucional, dependendo das articulações na Alerj e do impacto das investigações.


