O município de Anápolis começou nesta segunda-feira (25) a fase de comunicação e engajamento do Método Wolbachia, que utiliza mosquitos infectados para reduzir a transmissão da dengue, Zika e chikungunya. Cerca de 398 mil moradores de 45 bairros serão alcançados pelas ações informativas.
O Método Wolbachia, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Ministério da Saúde, utiliza mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que dificulta o desenvolvimento dos vírus causadores da dengue, Zika e chikungunya dentro do mosquito, reduzindo a transmissão dessas doenças.
Antes da soltura controlada dos mosquitos, equipes da empresa Wolbito do Brasil e da prefeitura realizarão ações educativas em escolas, unidades de saúde, espaços públicos e associações comunitárias, além de campanhas em veículos de comunicação para esclarecer dúvidas da população.
As liberações dos mosquitos com Wolbachia serão semanais e acompanhadas por monitoramento técnico e epidemiológico para avaliar o estabelecimento da bactéria na população local. A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz, afirmou que a iniciativa integra o Plano de Enfrentamento às Arboviroses do Ministério da Saúde e é considerada uma inovação no controle vetorial.
O diretor da Wolbito do Brasil, Sandro Fabiano da Luz, destacou que o envolvimento da população é essencial para o sucesso da estratégia. A tecnologia não utiliza produtos químicos nem envolve modificação genética dos mosquitos. O método já foi aplicado em 16 cidades brasileiras, com resultados positivos na redução de casos de dengue.


