A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) retoma nesta semana a discussão sobre o envase fracionado do gás de cozinha e o fim da exclusividade dos botijões, que passariam a ser vendidos sem marca própria. O sindicato Sindigás é contrário à mudança por questões de segurança e viabilidade econômica.
O processo foi retirado da pauta da reunião da ANP do dia 15 de maio devido à ausência do diretor Pietro Mendes, que havia pedido vistas. Conforme as regras da agência, o tema precisa voltar à pauta na reunião subsequente, desde que o diretor esteja presente.
A diretoria da ANP vai avaliar se abrirá uma consulta pública sobre o assunto, que está em debate desde 2019, na gestão do ex-diretor-geral Décio Oddone. A proposta visa permitir que o consumidor pague apenas pela quantidade de gás que deseja, semelhante ao modelo dos postos de combustíveis.
O sindicato Sindigás alerta que o fracionamento pode aumentar os riscos no manuseio dos botijões de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), altamente inflamáveis. Além disso, a perda das marcas nos vasilhames dificultaria a responsabilização em caso de acidentes.
Fontes do setor informaram que a convocação da consulta pública pode reduzir investimentos no setor e ameaçar o programa governamental Gás do Povo.


